Agro paulista acumula superávit de US$ 8,37 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026
Resultado positivo foi impulsionado principalmente pelas exportações de açúcar, carnes, soja e produtos florestais, reforçando a importância do setor para a economia do estado.
O agronegócio paulista encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com um superávit comercial de US$ 8,37 bilhões. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 10,85 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 2,48 bilhões no período.
Os números reforçam a relevância do setor para a economia estadual. Atualmente, o agronegócio responde por cerca de 38,5% das exportações realizadas por São Paulo, demonstrando sua forte participação na geração de divisas e no desenvolvimento econômico.
Entre os principais produtos exportados estão os itens do complexo sucroenergético, que lideram o ranking das vendas externas. Também se destacam as carnes, o complexo soja, os produtos florestais e o setor de sucos, responsáveis pela maior parte da receita gerada pelo agro paulista no mercado internacional.
Mesmo diante da redução dos preços globais de algumas commodities, o setor conseguiu ampliar o volume embarcado ao exterior. O desempenho evidencia a competitividade dos produtores paulistas e a capacidade de adaptação às oscilações do mercado internacional.
Outro destaque do período foi o crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais. A demanda internacional por celulose e proteínas animais contribuiu para sustentar os resultados positivos registrados pelo estado.
A China permaneceu como o principal destino das exportações do agronegócio paulista, seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Juntos, esses mercados concentram parcela significativa das vendas externas do setor.
No cenário nacional, São Paulo mantém posição de destaque entre os estados exportadores do agronegócio brasileiro, ficando atrás apenas de Mato Grosso em participação nas exportações do setor.
Especialistas avaliam que, apesar dos desafios relacionados aos preços internacionais, custos logísticos e incertezas geopolíticas, o agronegócio brasileiro segue encontrando oportunidades de expansão em mercados estratégicos ao redor do mundo.
Fonte: Revista Cultivar. Texto adaptado e editado pela redação.