Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras e amplia pressão sobre famílias
Levantamento aponta aumento dos preços dos alimentos essenciais em todas as capitais do país, com destaque para altas em Recife, Florianópolis e Fortaleza.
O custo da cesta básica apresentou alta em todas as 27 capitais brasileiras durante o mês de maio, segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Entre abril e maio, os maiores aumentos foram registrados em Recife, Florianópolis, Fortaleza e Porto Alegre. O avanço dos preços foi impulsionado principalmente por produtos essenciais presentes na alimentação dos brasileiros, como batata, tomate, carne bovina e feijão.
São Paulo manteve a posição de capital com a cesta básica mais cara do país, alcançando o valor médio de R$ 952,20. Na sequência aparecem Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis. Já entre as capitais das regiões Norte e Nordeste, os menores custos foram observados em São Luís e Aracaju.
Na comparação com maio do ano passado, praticamente todas as capitais registraram aumento nos preços dos alimentos básicos. Recife liderou as altas acumuladas, enquanto São Luís foi a única cidade a apresentar redução no período analisado.
O levantamento também mostra que o aumento dos alimentos tem pesado cada vez mais no orçamento dos trabalhadores. Em maio, foram necessárias em média 105 horas e 50 minutos de trabalho para adquirir os itens da cesta básica, comprometendo cerca de 52% do salário mínimo líquido recebido pelos trabalhadores brasileiros.
Com base no custo da cesta mais cara do país, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.999,44, valor equivalente a quase cinco vezes o salário mínimo oficial vigente.
Especialistas apontam que fatores climáticos, oscilações na oferta de alimentos e custos de produção continuam influenciando o comportamento dos preços, mantendo a pressão inflacionária sobre os produtos que compõem a alimentação básica da população.